- Saúde e Bem estar
- Junho 4, 2026
Menopausa: sintomas, fases, tratamentos e cuidados essenciais
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas nem sempre é vivida da mesma forma. À medida que os ovários reduzem a produção de estrogénios, o organismo passa por várias alterações que na maioria dos casos começam ainda antes da última menstruação e prolongam-se durante vários anos.
Alterações do ciclo menstrual, afrontamentos, alterações no sono, secura vaginal, fadiga e mudanças de humor são algumas das manifestações mais frequentes. No entanto, a sua intensidade varia de mulher para mulher. Enquanto algumas quase não sentem diferenças, outras enfrentam sintomas que afetam a sua vida diária, incluindo a vida profissional.
Ao longo deste artigo, vamos abordar o que realmente é a menopausa, quais são as suas fases, que sintomas podem surgir e que opções existem para aliviar as manifestações das alterações hormonais.
O que é a menopausa?
A menopausa corresponde à última menstruação espontânea. No entanto, só pode ser confirmada de forma retrospetiva, depois de 12 meses consecutivos sem menstruação, desde que não exista outra causa para essa ausência.
A menopausa natural ocorre, em geral, entre os 45 e os 55 anos. A idade média situa-se perto dos 51 anos, embora existam diferenças individuais. A menopausa antes dos 45 anos é considerada precoce. Quando a função dos ovários diminui antes dos 40 anos, fala-se em insuficiência ovárica prematura.
A menopausa deve ser entendida como parte de um processo que inclui a transição menopáusica, a última menstruação e os anos seguintes.
Perimenopausa
A perimenopausa é o período de transição que antecede a menopausa e se prolonga até 12 meses depois da última menstruação.
Nesta fase, a atividade dos ovários torna-se mais irregular. Os ciclos menstruais podem ficar mais curtos, mais longos, mais abundantes ou menos frequentes. Também podem surgir afrontamentos, suores noturnos, alterações do sono e mudanças de humor.
A perimenopausa pode durar vários anos. Durante este período, a ovulação ainda pode ocorrer e a gravidez continua a ser possível em muitos casos, o que justifica que se mantenham cuidados contracetivos.
Pós-menopausa
A pós-menopausa começa após esses 12 meses sem menstruação e prolonga-se pelo resto da vida.
Alguns sintomas, como os afrontamentos, podem diminuir com o tempo. Por outro lado, a secura vaginal e determinados sintomas urinários podem persistir ou agravar-se.
Após a menopausa, a diminuição dos níveis de estrogénios está também associada a um aumento do risco de algumas doenças e alterações de saúde. Entre as mais frequentes encontram-se a osteoporose, as doenças cardiovasculares, a diabetes tipo 2, bem como alterações da massa muscular.
Porque surge a menopausa?
A mulher nasce com um número limitado de folículos nos ovários. Estes folículos contêm os ovócitos, as células reprodutivas femininas. Com a idade, a reserva folicular diminui. Durante a perimenopausa, a função dos ovários torna-se irregular. Como resultado, a produção de estrogénios e progesterona sofre oscilações e, mais tarde, reduz-se de forma significativa.
Os estrogénios são hormonas que participam na regulação do ciclo menstrual. Além disso, exercem efeitos sobre os ossos, os vasos sanguíneos, a pele, o cérebro, a vagina e o aparelho urinário. A progesterona, uma outra hormona que circula no corpo das mulheres, ajuda a regular o ciclo e protege o revestimento interno do útero durante a vida reprodutiva.
Conhecendo algumas das funções destas hormonas, torna-se mais claro porque as oscilações hormonais estão associadas a muitos dos sintomas da perimenopausa.
Quais são os sintomas mais frequentes da menopausa?
Nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas. A intensidade, a duração e o impacto na vida diária variam de mulher para mulher.
Alterações da menstruação
As alterações menstruais estão entre os primeiros sinais da perimenopausa. Podem surgir:
- Ciclos mais curtos ou mais longos;
- Menstruações mais próximas ou mais afastadas;
- Fluxo menstrual mais abundante ou mais reduzido;
- Pequenas perdas de sangue entre períodos;
- Meses sem menstruação, seguidos de um novo período.
Embora estas mudanças possam ocorrer na perimenopausa, uma hemorragia muito abundante, prolongada, frequente ou associada a dor deve ser avaliada.
Afrontamentos e suores noturnos
Os afrontamentos são episódios súbitos de calor, muitas vezes mais intensos no rosto, pescoço e parte superior do tronco. Podem surgir com vermelhidão da pele, transpiração, palpitações ou sensação de ansiedade.
Quando acontecem durante a noite, designam-se suores noturnos. Podem interromper o sono e contribuir para fadiga, irritabilidade ou dificuldade de concentração no dia seguinte.
Os sintomas vasomotores podem começar antes dos períodos menstruais terminarem. A sua duração e a intensidade varia muito entre mulheres.
Alterações do sono
Algumas mulheres têm dificuldade em adormecer, acordam várias vezes durante a noite ou despertam demasiado cedo.
Os afrontamentos podem contribuir para estas alterações, mas existem outras causas possíveis. Ansiedade, depressão, apneia do sono, dor, síndrome das pernas inquietas, consumo de álcool, cafeína ou determinados medicamentos também podem afetar o descanso.
Mudanças de humor e ansiedade
Durante a transição menopáusica podem surgir irritabilidade, maior sensibilidade emocional, ansiedade ou oscilações do humor.
A menopausa, por si só, não explica todas as situações de depressão ou ansiedade. Sintomas persistentes, intensos ou associados a perda de interesse pelas atividades habituais exigem avaliação adequada.
Dificuldade de concentração e falhas de memória
Algumas mulheres referem menor capacidade de concentração, dificuldade em encontrar palavras ou esquecimentos ligeiros.
Estas alterações costumam ser transitórias. No entanto, problemas cognitivos progressivos, desorientação ou alterações que afetam a autonomia devem ser avaliados. Apesar de por vezes ser abordada a ligação da menopausa à demência, sabe-se que a grande maioria das mulheres que passam por esta conhecida fase de “nevoeiro mental” não desenvolverão demência. E, atualmente não se considera que a terapêutica hormonal esteja indicada para prevenir ou tratar demência.
Secura vaginal e desconforto íntimo
A redução dos estrogénios pode tornar os tecidos da vulva, da vagina e do aparelho urinário mais finos, secos e sensíveis. Este conjunto de alterações recebe o nome de síndrome geniturinária da menopausa.
Pode causar:
- Secura vaginal;
- Ardor ou irritação;
- Prurido;
- Dor durante as relações sexuais;
- Pequenas perdas de sangue após o contacto sexual;
- Urgência ou desconforto ao urinar;
- Infeções urinárias recorrentes.
Estes sintomas podem persistir e merecem cuidados. A mulher não tem de os aceitar como uma consequência inevitável da idade e deve prevenir e controlar com os produtos recomendados por um profissional de saúde.
Alterações da sexualidade
A secura e a dor podem reduzir o conforto nas relações sexuais. Além disso, a libido (desejo sexual) pode sofrer alterações devido às alterações hormonais mas também às noites mal dormidas, às alterações de humor, imagem corporal e mesmo alguma medicação que possa ter sido prescrita.
Contudo, uma redução do desejo sexual nem sempre se deve à menopausa. A avaliação deve considerar o contexto físico, emocional e relacional.
Alterações da pele e cabelo
A pele pode ficar mais seca e perder alguma elasticidade. O cabelo pode tornar-se mais fino ou apresentar maior queda.
Alterações composição corporal
É frequente ocorrer uma alteração da distribuição da gordura corporal, com maior acumulação na zona abdominal.
As alterações hormonais não provocam automaticamente aumento de peso. O envelhecimento, o sedentarismo, a perda de massa muscular, o padrão de sono e o tipo de alimentação também exercem um papel importante.
Dores musculares e articulares
Algumas mulheres referem rigidez, desconforto articular ou dores musculares. Como estes sintomas também surgem em doenças reumatológicas, problemas da tiroide, défices nutricionais e outras situações, a sua persistência deve ser investigada.
Como é efetuado o diagnóstico da menopausa?
Em mulheres saudáveis com mais de 45 anos, o diagnóstico da perimenopausa costuma basear-se na idade, nos sintomas e nas alterações menstruais. As análises hormonais não são necessárias na maioria dos casos, porque a hormona foliculoestimulante, conhecida como FSH, pode oscilar muito durante esta fase.
A avaliação através de análises laboratoriais pode fazer sentido:
- Em mulheres com menos de 40 anos;
- Entre os 40 e os 45 anos, quando o diagnóstico permanece incerto;
- Quando existem sintomas ou alterações menstruais pouco habituais;
- Quando é necessário excluir gravidez, doença da tiroide, anemia ou outras causas;
- Quando a mulher utiliza métodos hormonais que alteram o padrão menstrual.
A história clínica deve ainda considerar medicação, suplementos, antecedentes pessoais e familiares, pressão arterial, saúde óssea, risco cardiovascular e todos os rastreios recomendados para a idade.
Tratamentos para os sintomas da menopausa
O tratamento deve adaptar-se aos sintomas, às preferências da mulher, à história clínica e ao impacto na qualidade de vida.
Uma mulher com secura vaginal isolada pode precisar de uma abordagem diferente de outra com afrontamentos intensos, insónia e alterações de humor. Por esse motivo, não existe uma solução única para todas.
Terapêutica hormonal da menopausa
A terapêutica hormonal da menopausa utiliza estrogénios, isoladamente ou em associação com um progestagénio.
É o tratamento mais eficaz para afrontamentos e suores noturnos. Também pode melhorar outros sintomas associados à deficiência de estrogénios e ajuda a prevenir a perda de massa óssea durante a utilização.
Nas mulheres que mantêm o útero, o estrogénio sistémico deve, em regra, ser associado a um progestagénio para proteger o endométrio. Após uma histerectomia, pode ser utilizado estrogénio isolado em muitas situações.
Existem várias apresentações, como comprimidos, adesivos, geles e formas vaginais. A via de administração, a dose e o esquema dependem do perfil clínico e da decisão tomada entre médico e a mulher.
Antes de iniciar o tratamento, o médico avalia:
- Tipo e intensidade dos sintomas;
- Idade e tempo decorrido desde a menopausa;
- Presença ou ausência de útero;
- Padrão de hemorragia;
- Risco de doença cardiovascular e trombose;
- Antecedentes de cancro;
- Doenças do fígado;
- Enxaqueca, hipertensão e outras condições;
- Preferências da mulher.
O balanço entre benefícios e riscos costuma ser mais favorável em mulheres com sintomas, com menos de 60 anos ou nos primeiros dez anos após o início da menopausa (desde que não existam contraindicações). A decisão deve personalizada caso a caso e revista ao longo do tempo.
A terapêutica hormonal não deve ser iniciada apenas para prevenir doença cardiovascular ou demência.
Existem opções sem hormonas?
Sim. A escolha depende do sintoma que se pretende aliviar.
A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a reduzir o impacto dos afrontamentos e melhorar sintomas de ansiedade, humor e sono.
Existem também medicamentos não hormonais sujeitos a receita médica para afrontamentos moderados ou intensos. A escolha exige avaliação médica, sobretudo quando a mulher toma antidepressivos, medicamentos para a hipertensão ou outros tratamentos.
Para os sintomas vaginais, hidratantes e lubrificantes constituem opções não hormonais. Quando estes cuidados são insuficientes, o médico pode avaliar tratamentos locais específicos.
Produtos e soluções disponíveis na farmácia
Hidratantes vaginais
Os hidratantes vaginais destinam-se a uma utilização regular. Ajudam a preservar a hidratação e podem reduzir secura, ardor e desconforto.
Devem ser escolhidos de acordo com os ativos incluídos e utilizados regularmente segundo as instruções do produto.
Lubrificantes
Os lubrificantes atuam no momento da relação sexual e ajudam a reduzir o atrito e a dor.
Os produtos à base de água são compatíveis com a maioria dos preservativos (o que é importante ter em atenção na fase de perimenopausa). As fórmulas com perfumes, aromas ou substâncias potencialmente irritantes podem causar desconforto em mulheres com maior sensibilidade.
Cuidados para pele seca
Produtos para a higiene do rosto suaves, cremes emolientes e proteção solar ajudam a preservar a barreira cutânea. A aplicação regular de um bom creme hidratante é mais útil do que a utilização ocasional de fórmulas muito complexas.
Produtos para queda de cabelo
Pode surgir uma queda difusa e temporária durante fases de alteração hormonal ou stress. . Ainda assim, se a queda capilar dor muito intensa convém excluir anemia, alterações da tiroide, défices nutricionais, doença do couro cabeludo ou efeitos de medicamentos.
O aconselhamento farmacêutico pode ajudar a selecionar cuidados capilares e a identificar situações que justificam consulta.
Cálcio e vitamina D
Os suplementos de cálcio ou vitamina D não são necessários para todas as mulheres. A alimentação, a exposição solar, a saúde renal, o risco de queda, os medicamentos e, em alguns casos os níveis detectados em análises, devem ser considerados antes de iniciar um suplemento com estas substâncias.
Uma suplementação desnecessária pode causar efeitos adversos ou interações. O farmacêutico ou o médico pode ajudar a avaliar a necessidade.
Outros suplementos para a menopausa
Existem produtos com isoflavonas e outros extratos vegetais, vitaminas e minerais. A eficácia varia entre produtos e a evidência permanece limitada ou inconclusiva para muitas opções.
“Natural” não significa isento de risco. Alguns suplementos podem interferir com anticoagulantes, antidepressivos, tratamentos oncológicos e outros medicamentos. Produtos com possível atividade estrogénica exigem cuidado em mulheres com antecedentes de doenças oncológicas hormonodependentes.
Os suplementos não devem ser apresentados como equivalentes à terapêutica hormonal nem como tratamento de osteoporose, depressão ou doença cardiovascular.
Tabela comparativa das fases da menopausa
| Fase | O que significa | Alterações frequentes | Fertilidade |
|---|---|---|---|
| Pré-menopausa | Período reprodutivo anterior à transição | Ciclos habitualmente regulares | Presente |
| Perimenopausa | Transição até 12 meses após a última menstruação | Ciclos irregulares, afrontamentos, alterações do sono e do humor | Reduzida, mas ainda possível |
| Menopausa | Última menstruação, confirmada após 12 meses sem período | Marca o fim da função reprodutiva natural | Cessa após confirmação |
| Pós-menopausa | Período após a menopausa | Alguns sintomas diminuem; os geniturinários podem persistir | Ausente |
Estas definições estão de acordo com a terminologia clínica atual e com os documentos das entidades como a Sociedade Europeia de Menopausa e Andropausa (EMAS), da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e da Sociedade Europeia de Endocrinologia.
Recomendações práticas para viver melhor a menopausa
Pratique exercício com regularidade
Combine exercício aeróbio, treino de força, flexibilidade e atividades que melhorem o equilíbrio.
O treino de força ajuda a preservar músculo e osso. O exercício aeróbio apoia a saúde cardiovascular. Além disso, a atividade física pode melhorar o humor, o sono e o dia-a-dia das mulheres nesta fase de vida.
Adote uma alimentação equilibrada
Privilegie hortícolas, fruta, leguminosas, cereais pouco refinados, peixe, azeite, frutos oleaginosos e fontes adequadas de proteína.
A proteína ajuda a preservar a massa muscular. Os alimentos ricos em cálcio contribuem para a saúde óssea. Uma alimentação de padrão mediterrânico também apoia o controlo da pressão arterial, do colesterol e do peso.
Proteja o sono
Mantenha horários regulares, reduza a cafeína ao final do dia e evite refeições pesadas antes de dormir.
Um quarto fresco, roupa leve e várias camadas de roupa de cama podem ajudar quando existem suores noturnos.
Identifique fatores que agravam os afrontamentos
Álcool, bebidas muito quentes, alimentos picantes, ambientes quentes, stress e tabaco podem agravar os sintomas em algumas mulheres.
Um registo simples dos episódios pode ajudar a identificar padrões pessoais.
Evite o tabaco e modere o álcool
O tabaco aumenta o risco cardiovascular e de osteoporose. Também pode associar-se a afrontamentos mais frequentes ou intensos.
O consumo de álcool deve ser moderado, sobretudo quando interfere com o sono, aumenta os episódios de afrontamentos ou interage com a medicação.
Efetue os rastreios recomendados
A menopausa não elimina a necessidade de rastreio do cancro da mama, colo do útero ou outras doenças.
A pressão arterial, colesterol, glicemia, saúde óssea e risco cardiovascular também merecem atenção ao longo desta fase de vida da mulher.
Sinais de alerta: quando procurar avaliação
Marque uma consulta médica perante:
- Hemorragia vaginal após a menopausa;
- Menstruações muito abundantes, prolongadas ou muito frequentes;
- Sangramento persistente durante a utilização de terapêutica hormonal;
- Dor pélvica persistente;
- Dor ou perda de sangue durante as relações sexuais;
- Corrimento vaginal com sangue ou odor invulgar;
- Perda de peso sem explicação;
- Queda de cabelo intensa, localizada ou acompanhada de alterações do couro cabeludo;
- Tristeza profunda, ansiedade intensa ou alterações importantes do comportamento;
- Sintomas que afetam de forma significativa o sono, o trabalho ou a vida diária;
- Alterações menstruais ou afrontamentos antes dos 40 anos.
A hemorragia após a menopausa deve ser sempre investigada. No caso da utilização de terapêutica hormonal, podem ocorrer pequenas perdas de sangue em alguns esquemas terapêuticos. No entanto, uma hemorragia intensa, persistente ou que surge após um período prolongado sem perdas sanguíneas necessita de avaliação.
Dor no peito, falta de ar súbita, desmaio, fraqueza de um lado do corpo ou dificuldade súbita em falar exigem assistência médica urgente.
Em resumo, a menopausa é uma transição natural, mas os sintomas associados podem afetar diferentes orgãos do corpo da mulher e alterar a vida diária. Os afrontamentos, dificuldade em dormir, secura vaginal e mudanças de humor são frequentes. No entanto, cada mulher vai passar por esta fase de forma diferenciada.
Existem medidas de estilo de vida, produtos disponíveis na farmácia e tratamentos médicos que podem aliviar muitos sintomas. Por esse motivo, a melhor abordagem depende das necessidades, preferências e condições de saúde de cada mulher.
Além disso, sintomas novos, intensos ou persistentes não devem ser atribuídos automaticamente à menopausa. Uma avaliação personalizada ajuda a excluir outras causas e a escolher opções seguras.
Desta forma, com informação credível e acompanhamento adequado, é possível atravessar a menopausa com mais conforto, confiança e controlo sobre a própria saúde.
Tem questões sobre os sintomas da menopausa ou sobre os produtos mais adequados para si? Fale com a equipa das Farmácias Correia Rosa e receba aconselhamento farmacêutico personalizado.
FAQs – Perguntas frequentes sobre a Menopausa
A menopausa natural ocorre habitualmente entre os 45 e os 55 anos. No entanto, os primeiros sintomas da perimenopausa podem começar alguns anos antes.
Ciclos irregulares, afrontamentos, suores noturnos, alterações do sono e secura vaginal podem sugerir perimenopausa. Como estes sintomas também têm outras causas, deve procurar avaliação quando forem intensos, persistentes ou invulgares.
Na maioria das mulheres com mais de 45 anos e sintomas típicos, as análises hormonais não são necessárias. Podem ser úteis antes dos 45 anos ou quando o diagnóstico permanece incerto.
A duração varia. Alguns sintomas persistem durante poucos meses. Outros prolongam-se por vários anos. A secura vaginal e os sintomas urinários tendem a manter-se ou agravarem-se se não forem utilizados os cuidados adequados.
Sim. A fertilidade diminui, mas a ovulação pode ocorrer. A contraceção deve manter-se até ser possível confirmar o fim da fase fértil e segundo orientação profissional.
Roupa leve, ambiente fresco, redução do álcool, abandono do tabaco, controlo do peso e identificação de fatores desencadeantes podem ajudar. Quando os afrontamentos afetam a qualidade de vida, existem tratamentos hormonais e não hormonais.
Sim. Hidratantes vaginais e lubrificantes podem aliviar sintomas ligeiros. Quando o desconforto persiste, o médico pode avaliar tratamentos locais, como estrogénios vaginais ou outras opções adequadas ao perfil clínico.
Depende da composição, da dose, da saúde da mulher e dos medicamentos que utiliza. A evidência de eficácia é variável e podem surgir interações. Peça aconselhamento antes de iniciar um suplemento.
Pode apresentar um balanço favorável entre benefícios e riscos em muitas mulheres com sintomas, sobretudo perto do início da menopausa. No entanto, não é adequada para todas. A decisão exige avaliação médica e acompanhamento.
Pratique exercício de força e impacto adequado, assegure uma alimentação com proteína e cálcio e evite tabaco e excesso de álcool. A densitometria óssea não é um exame obrigatório para todas as mulheres logo a decisão da sua realização depende do risco de fratura e deve ser orientada pelo seu médico.
Referências bibliográficas
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